CONFLITO ENTRE RÚSSIA E GEÓRGIA PELA OSSÉTIA DO SUL

agosto 12, 2008 - Leave a Response
* O conflito entre a Rússia e a Geórgia pela Ossétia do Sul começou na última quinta-feira (07/08), quando tropas da Geórgia entraram na Ossétia do Sul para recuperar o controle da região. O ataque da Geórgia foi mal recebido pela Rússia, que possui fortes laços e interesse na Ossétia do Sul.
* Os Russos dizem proteger os seus cidadãos na Ossétia do Sul, e invadiram a Geórgia, bombardeando e dominando várias cidades do país. Desde então, a Rússia vem rejeitando repetidas propostas
da Geórgia pela paz e vem sendo criticada pela comunidade internacional. Os EUA chamaram a resposta da Rússia ao ataque de “desproporcional”.
* A região montanhosa da Ossétia do Sul, que possui cerca de 70,000 habitantes, fica na Geórgia, enquanto que a Ossétia do Norte fica no território da Rússia. A composição da Ossétia do Sul é primariamente de Ossétios, e os cidadãos da Geórgia dentro da Ossétia são menos que um terço.
* Mesmo estando no território da Geórgia, os Ossétios não se consideram cidadãos da Geórgia (capital, Tbilisi) e isso resultou na separação da Ossétia do Sul em uma guerra com a Geórgia entre 1991 e 1992, na qual centenas de pessoas morreram e que deu a autonomia para a região, cuja capital é Tskhinvali.
* O desejo dos Ossétios, entretanto, não é somente de autonomia. Eles desejam independência da Geórgia e querem fazer parte da Rússia, enquanto que aquele um terço de cidadãos da Geórgia dentro da Ossétia querem que a Ossétia do Sul siga sob o domínio da Geórgia.
* Em um referendo em 2006, 99% da população da Ossétia do Sul votou pela demanda de independência. O referendo não foi reconhecido pela Geórgia, que, por muito tempo, inclusive, baniu os partidos políticos da Ossétia do Sul de participarem de eleições na Geórgia.
* A situação na Ossétia do Sul se manteve relativamente estável entre 1995 e 2003, durante a presidência de Eduard Shevardnadze, mas a situação diplomática entre Geórgia e Ossétia do Sul começou a se deteriorar com a chegada ao poder do presidente Mikhail Saakashvili em 2004, que ordenou operações policiais e de combate ao contrabando na região.
* Saakashvili também aproximou a Geórgia da União Européia e do Ocidente, particularmente dos Estados Unidos. Ele também deseja a inclusão da Geórgia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), um passo que não foi nada bem recebido pela Rússia, que ainda deseja manter influência na região do Cáucaso.
* A Geórgia é uma das ex-repúblicas socialistas soviéticas que obtiveram a independência em 1991, juntamente com Armênia, Azerbaijão, Bielorússia, Cazaquistão, Estônia, Letônia, Lituânia, Moldávia, Quirguistão, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão. Outras regiões, como a Chechênia e a Ossétia do Sul, não conseguiram a sua independência em 1991.

Entenda a crise entre Equador, Colômbia e Venezuela.

julho 18, 2008 - Leave a Response

A crise diplomática entre o Equador, Colômbia e Venezuela teve início após um ataque do governo colombiano contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro de território equatoriano. No ataque morreu Raúl Reyes, um dos principais líderes das Farc, considerado o “número dois” da guerrilha. Ao menos outros 16 guerrilheiros também morreram na ação colombiana. O governo de Quito afirma que, no total, seriam 22 mortos.

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No dia seguinte (2), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado do presidente equatoriano Rafael Correa, ordenou o fechamento da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de “dez batalhões” militares na fronteira entre os dois países. Quito também retirou seu embaixador em Bogotá.

Logo depois, ainda no domingo, Correa anunciou a “expulsão imediata” do embaixador da Colômbia em Quito e solicitou uma reunião urgente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da CAN (Comunidade Andina de Nações) para tratar do ataque colombiano ao território equatoriano. Correa disse que tinha ordenado a “mobilização de tropas” na fronteira com a Colômbia e exigiu do governo colombiano não só desculpas, mas “compromissos firmes de respeito ao Equador”.

Logo em seguida, o governo da Colômbia afirmou ter encontrado informações sobre supostas ligações do governo equatoriano com as Farc em computadores que pertenciam ao guerrilheiro Raúl Reyes, morto na operação militar de sábado. A informação foi imediatamente desmentida por Quito.

Na segunda-feira (3), líderes e governantes de todo o mundo se manifestaram sobre a crise. A Venezuela ordenou a “expulsão imediata” do embaixador da Colômbia e do corpo diplomático da embaixada colombiana em Caracas.

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(Da esq. para a dir.) Os presidentes da Venezuela (Hugo Chávez), da Colômbia (Álvaro Uribe) e do Equador (Rafael Correa)

As decisões de Caracas e Quito de romper relações diplomáticas com a Colômbia foram adotadas depois que Bogotá revelou a suposta existência de acordos das Farc com os governos de Equador e Venezuela. Bogotá informou que as revelações serão apresentadas à OEA.

Depois de denunciar a suposta ligação do Equador com as Farc, o governo colombiano anunciou que pediria à OEA que investigue uma suposta doação de US$ 300 milhões (cerca de R$ 504 milhões) que o governo da Venezuela teria feito às Farc, assim como um fornecimento de armas.

Na terça-feira (4), a Colômbia denunciou a intenção das Farc de obter material radioativo para a fabricação de uma “bomba suja” –artefato explosivo convencional misturado com componentes nucleares (ou ainda químicos ou biológicos). As informações estariam em dois computadores de Reyes apreendidos no fim de semana.

Pouco depois da nova denúncia colombiana, a Venezuela anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Colômbia.

Na sexta-feira (7), o presidente equatoriano, Rafael Correa, aceitou as desculpas de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, e com um aperto de mãos deram por encerrado o conflito diplomático que envolveu também os presidentes da Venezuela e da Nicarágua. A paz foi selada na Cúpula do Grupo do Rio, em Santo Domingo, capital da República Dominicana.

Posts anteriores:

Entendendo a História

Mercosul: integração em crise? – tentando entender.

Por que Brasil

Guerra Fria

Entendendo a História

abril 8, 2008 - 3 Respostas

Olá!

Hoje vou recomendar um site pra galera. Eu gostei bastante e tem tudo a ver com blog. Bom pra quem quer aprender mais e pra quem tem que aprender mais. É só clicar na imagem abaixo. Fica a dica ;)

 

Mercosul: integração em crise? – tentando entender.

abril 3, 2008 - Uma resposta

Na reunião de Chefes de Estado do Mercosul, em 2007, o presidente Lula defendeu a unidade do bloco e cobrou de seus colegas presidentes mais rapidez nas decisões.

   

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Chegou a comparar o Mercosul a “um filho feio que ninguém quer” e apontou a pressão de “inimigos internos e externos” como responsável pela lentidão na concretização dos acordos, dizendo que os presidentes devem fazer valer seus mandatos, sem ceder a um ou outro setor, mas mantendo o foco no conjunto da economia.

Afirmando que o bloco, em parte, não avança por causa dos próprios países membros, Lula exemplificou mostrando como as divergências entre a Petrobras e as estatais petrolíferas da Venezuela e Bolívia foram resolvidas por decisão política dos presidentes dos três países. 

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Divergências na América do Sul 

É certo que as divergências entre os países do continente são muitas. Algumas delas históricas, como a perda  boliviana de acesso ao mar após a derrota na Guerra do Pacífico, travada contra o Chile no século XIX. O tema é de suma importância para o governo boliviano por se tratar de questão estratégica. Somente a Bolívia e o Paraguai, na América Latina, não têm saída para o oceano.  

Em outras, o conflito é recente, como o caso entre Argentina e Uruguai que foi desencadeado pela questão ambiental provocada pela instalação de duas fábricas de celulose no Rio Uruguai, na fronteira argentina. O assunto tem rendido problemas à integração do Mercosul, haja vista que os dois países são membros do bloco.  

Existem também os incômodos provocados pelas posturas nacionalistas da Venezuela, Bolívia e Equador. Esses países passam por crises políticas internas que afetam de alguma forma suas relações com os vizinhos. Fora as questões contratuais com a brasileira Petrobras, a nacionalização das reservas de gás e petróleo na Bolívia criou risco de queda de fornecimento de gás para Brasil e Argentina.   

As revisões das Constituições desses países, que ameaçam o rompimento com a alternância normal de poder e a quebra dos procedimentos democráticos, geram resistência dos vizinhos à entrada deles no Mercosul. Hugo Chávez se queixa e cobra dos parlamentares brasileiros e do Paraguai a longa espera pela aprovação do protocolo de adesão de seu país ao Mercosul.  

A personalidade belicosa de Hugo Chávez também desperta preocupação, não só por conta do armamento pesado que vem comprando nos últimos meses como pela forma com que vem interferindo na campanha de candidatos em eleições de países sul-americanos, como Peru, México e ultimamente Argentina.   

Há ainda a polarização que leva um grupo de países na América do Sul a buscar acordos bilaterais de livre comércio com os EUA. Nesse sentido, Chile, Peru e Colômbia se opõem ao discurso antiamericano da Venezuela e da Bolívia. O Brasil adota uma terceira posição que é a de só negociar com os EUA em conjunto com os demais sócios do Mercosul.   

Mas os conflitos e os desencontros fazem parte do processo, como aprendemos com os europeus, que passaram por períodos de grandes dificuldades e venceram pela negociação persistente que resultaram na União Européia. 
 
Uma integração bem sucedida deve promover a distribuição equilibrada de benefícios e alguns países exercem um papel crucial nesse processo. Na União Européia foram a Alemanha e França; no continente sul-americano o eixo da integração é formado por Brasil e Argentina, embora não se resuma a eles. 
  

Aprendemos também com os europeus que a prática da negociação ponderada é importante para ganhar coesão e harmonia, considerando que entre os vizinhos há economias menos industrializadas e estruturadas. Há momentos em que os países em melhor situação precisam aceitar a redução dos próprios benefícios, reconhecendo as insuficiências dos demais, para poder incorporá-los ao desenvolvimento regional.

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 Fonte: Educação 24 horas – www.educacao24horas.com.br?origem=e23 

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Por que Brasil

abril 2, 2008 - Uma resposta

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As origens do nome Brasil

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Até hoje, desconhece-se tanto o significado como origem da palavra Brasil com S ou Brazil com Z. Antes do Tratado de Tordesilhas, é consenso que o receio às invasões fizesse com que os reis ocultassem as suas andanças. Consta que entre esses segredos uma forma de esconder suas posses era mascará-las nos mapas, às vezes invertendo as coordenadas (hemisférios), outras incluindo pequenas ilhas, ou até invertendo as letras do nome, nesse caso a inexistente ilha de lizard (lagarto em inglês) constante em alguns mapas poderia ser a terra brasil com s. Entretanto, entre muitas teorias sobre essas origens, a que mais se identifica com o prefixo da palavra é a hipótese da árvore extinta pelos portugueses, o Pau Brasil, de que se extraía um corante vermelho semelhante à brasa (em português) ou braza em outro idioma provavelmente francês. Portanto uma vez que o nome dessa nação era outro, a teoria de um cognome atribuído a essa terra por três ou quatro outras nações seria a mais aceita e somente o prefixo de Brasil responderia por três ou quatro idiomas. A proposta do Pau Brasil, muito abraçada pelos historiadores a ponto de afirmarem que teriam sido transportados da selva para Portugal, é sem duvida atraente, mas hoje já existem cálculos que contestam essa versão, principalmente porque seria humana e fisicamente impraticável transportar um tronco de pesadíssima madeira flutuando rio abaixo ou puxá-lo de trás das montanhas para os pequenos e frágeis galeões.

Guerra Fria

março 27, 2008 - Leave a Response

A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

 

A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único ( Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.

 
A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coréia e no Vietnã.

 

Paz Armada

Na verdade, uma expressão explica muito bem este período: a existência da Paz Armada. As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista, espalhando exércitos e armamentos em seus territórios e nos países aliados. Enquanto houvesse um equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estaria garantida, pois haveria o medo do ataque inimigo. 


Nesta época, formaram-se dois blocos militares, cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros.

 

A OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental.

 

!    Estados Unidos, Canadá, Itália, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia.  

 

O Pacto de Varsóvia era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas.

 

!        URSS, Cuba, China, Coréia do Norte, Romênia, Alemanha Oriental, Iugoslávia, Albânia, Tchecoslováquia e Polônia.  

 

Corrida Espacial

 

EUA e URSS travaram uma disputa muito grande no que se refere aos avanços espaciais. Ambos corriam para tentar atingir objetivos significativos nesta área. Isso ocorria, pois havia uma certa disputa entre as potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado. No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a ir para o espaço. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana. 

 

Caça às Bruxas

 

Os EUA liderou uma forte política de combate ao comunismo em seu território e no mundo. Usando o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias em quadrinhos, divulgou uma campanha valorizando o “american way of life”. Vários cidadãos americanos foram presos ou marginalizados por defenderem idéias próximas ao socialismo. O Macartismo, comandado pelo senador republicano Joseph McCarthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA. Essa ideologia também chegava aos países aliados dos EUA, como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no planeta.


Na URSS não foi diferente, já que o Partido Comunista e seus integrantes perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras estabelecidas pelo governo. Sair destes países, por exemplo, era praticamente impossível. Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os lados. Enquanto a espionagem norte-americana cabia aos integrantes da CIA, os funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos. 

 

“Cortina de Ferro”

 

Após a Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação entre os países vencedores. A República Democrática da Alemanha, com capital em Berlim, ficou sendo zona de influência soviética e, portanto, socialista. A República Federal da Alemanha, com capital em Bonn (parte capitalista), ficou sob a influência dos países capitalistas. A cidade de Berlim foi dividida entre as quatro forças que venceram a guerra : URSS, EUA, França e Inglaterra. No final da década de 1940 é levantado Muro de Berlim, para dividir a cidade em duas partes : uma capitalista e outra socialista. É a vergonhosa “cortina de ferro”.  

 

Plano Marshall e COMECON

 

As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década de 1940, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, oferecendo ajuda econômica, principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial. Já o COMECON foi criado pela URSS em 1949 com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas. 

 

Envolvimentos Indiretos

!    Guerra da Coréia

!    Guerra do Vietnã

Fim da Guerra Fria

A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

 

 

Veja também:

 

Entendendo a História

Mercosul: integração em crise? – tentando entender.

Por que Brasil

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

 

 

Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945)

março 24, 2008 - Uma resposta

As causas da Segunda Guerra Mundial

Década de 1930, na Europa, – governos totalitários com fortes objetivos racistas, militaristas e expansionistas. Alemanha – nazismo, liderado por Hitler e que pretendia expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes.Itália – fascismo, liderado por Benito Mussolini.Itália e Alemanha – grave crise econômica no início da década de 1930 – milhões de cidadãos sem emprego. Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o Eixo – acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em comum acordo.  

O Início

 1939 – o exército alemão invadiu a Polônia. De imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha.

Dois grupos:

Aliados – Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos

EixoAlemanha, Itália e Japão.  

Desenvolvimento e Fatos Históricos Importantes:

 1939-1941 – vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas da Alemanha – conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a Albânia e territórios da Líbia.

1941 – Japão ataca a base militar norte-americana Pearl Harbor – EUA entram na Guerra como Aliados.

1941-1945 – derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos alemães no rigoroso inverno russo – regressão das forças do Eixo que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas frentes de batalhas.

O Brasil participa diretamente, enviando para a Itália os pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil soldados brasileiros conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado dos Aliados.  

Final e Conseqüências

1945 – Alemanha e Itália se rendem. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagazaki.

Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis.

O racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus.
Foi criada a ONU ( Organização das Nações Unidas ), cujo objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações.

Início da Guerra Fria – Estados Unidos X União Soviética. Capitalismo norte-americano X Socialismo soviético

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

março 19, 2008 - Leave a Response

Antecedentes

·         Vários problemas atingiam as principais nações européias no início do século XX.

·         Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX.

·         Alemanha e Itália haviam ficado de fora no processo neocolonial – França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor.

·         A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.

·         Início do século XX – forte concorrência comercial entre os países europeus – disputa pelos mercados consumidores.

·         Corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo – Clima de apreensão e medo entre os países.

·         A França havia perdido a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha durante a Guerra Franco Prussiana. Estavam nervosinhos.  

O início da Grande Guerra

·         Estopim – Assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina)  

Política de Alianças

·         Tríplice Aliança – formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha ( a Itália passou para a outra aliança em 1915).

·         Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido. (O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.)  

Desenvolvimento

·         Trincheiras – Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território.

·         Fome e as doenças.

·         Novas tecnologias bélicas – tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.

Fim do conflito

·         1917 – a entrada dos Estados Unidos no conflito ao lado da Tríplice Entente –  acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França.

·         Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição.

·         Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições.

·         A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada,  perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores.

·         O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.

·         A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.

Assim é fácil demais. Resumos de história.

março 19, 2008 - 3 Respostas

Olá. 

Viemos facilitar sua vida.

Resumos de história para que você entenda melhor, aprenda mais e um dia finalmente sinta-se fascinado por tal assunto (ou fique mais do que já é).

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A busca pelo assunto é enorme, aqui estão algumas das palavras que são buscadas quando se pensa resumo de história:

março 19, 2008 - Leave a Response

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