Entenda a crise entre Equador, Colômbia e Venezuela.

A crise diplomática entre o Equador, Colômbia e Venezuela teve início após um ataque do governo colombiano contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro de território equatoriano. No ataque morreu Raúl Reyes, um dos principais líderes das Farc, considerado o “número dois” da guerrilha. Ao menos outros 16 guerrilheiros também morreram na ação colombiana. O governo de Quito afirma que, no total, seriam 22 mortos.

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No dia seguinte (2), o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado do presidente equatoriano Rafael Correa, ordenou o fechamento da embaixada da Venezuela na Colômbia e a mobilização de “dez batalhões” militares na fronteira entre os dois países. Quito também retirou seu embaixador em Bogotá.

Logo depois, ainda no domingo, Correa anunciou a “expulsão imediata” do embaixador da Colômbia em Quito e solicitou uma reunião urgente da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da CAN (Comunidade Andina de Nações) para tratar do ataque colombiano ao território equatoriano. Correa disse que tinha ordenado a “mobilização de tropas” na fronteira com a Colômbia e exigiu do governo colombiano não só desculpas, mas “compromissos firmes de respeito ao Equador”.

Logo em seguida, o governo da Colômbia afirmou ter encontrado informações sobre supostas ligações do governo equatoriano com as Farc em computadores que pertenciam ao guerrilheiro Raúl Reyes, morto na operação militar de sábado. A informação foi imediatamente desmentida por Quito.

Na segunda-feira (3), líderes e governantes de todo o mundo se manifestaram sobre a crise. A Venezuela ordenou a “expulsão imediata” do embaixador da Colômbia e do corpo diplomático da embaixada colombiana em Caracas.

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(Da esq. para a dir.) Os presidentes da Venezuela (Hugo Chávez), da Colômbia (Álvaro Uribe) e do Equador (Rafael Correa)

As decisões de Caracas e Quito de romper relações diplomáticas com a Colômbia foram adotadas depois que Bogotá revelou a suposta existência de acordos das Farc com os governos de Equador e Venezuela. Bogotá informou que as revelações serão apresentadas à OEA.

Depois de denunciar a suposta ligação do Equador com as Farc, o governo colombiano anunciou que pediria à OEA que investigue uma suposta doação de US$ 300 milhões (cerca de R$ 504 milhões) que o governo da Venezuela teria feito às Farc, assim como um fornecimento de armas.

Na terça-feira (4), a Colômbia denunciou a intenção das Farc de obter material radioativo para a fabricação de uma “bomba suja” –artefato explosivo convencional misturado com componentes nucleares (ou ainda químicos ou biológicos). As informações estariam em dois computadores de Reyes apreendidos no fim de semana.

Pouco depois da nova denúncia colombiana, a Venezuela anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Colômbia.

Na sexta-feira (7), o presidente equatoriano, Rafael Correa, aceitou as desculpas de seu colega colombiano, Álvaro Uribe, e com um aperto de mãos deram por encerrado o conflito diplomático que envolveu também os presidentes da Venezuela e da Nicarágua. A paz foi selada na Cúpula do Grupo do Rio, em Santo Domingo, capital da República Dominicana.

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